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2009/03/24

perugia



perugia, tão lindinha, encravada no meio da umbria e que entrou na minha vida tão por acaso. se minha querida cunhada, carina prenna não morasse lá talvez eu jamais pensasse em incluí-la em meus roteiros de viagens, o que teria sido um enoooooorme desperdício.

uma das principais cidades da umbria, cidade universitária, capital mundial do baccio perugino (o delicioso bombom recheado de avelãs, envolvido em um bilhetinho de amor), perugia é uma cidade antiga fundada pelos etruscos, povo pré-romano.

na loucura que é a italia, podemos ver ainda vestígios dessa civilização que hoje permanece silenciosa e misteriosa, totalmente integrados com construções romanas, medievais, renascentistas, barrocas e contemporâneas. aliás, isso é uma das coisas mais fascinantes nos italianos; a enorme capacidade de deixar o tempo fazer o seu trabalho. deixá-lo registrado em suas casas, ruas e monumentos. o impacto do legado desses povos antigos fica ainda mais evidente quando vemos as pessoas vivendo essas cidades.

01 - carina no poço etrusco
02 - meu amigo giorgio, carina, ? e eu em uma noite inesquecível no irish pub da cidade (fica no centro da cidade antiga)
03 - o grifo, leão com cabeça, patas e asas de águia, símbolo da cidade
04 - cari, e seu autopreparado cosmopolitan, era o drink preferido dela na época
05 - em dias de sol podemos avistar uma série de cidadezinhas nas redondezas
06 - as ruas da cidade

2009/03/23

uma viagem que mudou minha vida I



foi em 2002 que eu realizei um sonho que para mim era gigaaaaante:
estudar arte em nova iorque. cheguei na megalópole em um domingo de verão aparentemente calmo que depois se mostrou fervilhante. com uma mochila (pesada pra caramba) e cheio de sonhos.

a cidade ainda sofria coma ferida aberta de 11 de setembro. por todos os lugares havia homenagens aos mortos do atentado. mas a cidade bombava.


nova iorque tem uma eletricidade difícil de descrever mas que a gente sente no ar. sim, muitos dos clichês são verdadeiros, a pressa, a impessoalidade, a verticalidade, a diversidade, mas mesmo assim são fascinantes.

fiquei um mês estudando na parsons totalmente imerso em desenho e pintura da figura humana. 12 horas por dia. descobri o templo de qualquer artista wannabe a pearl (6 andares de todos os tipos de amteriais para arte no meio de china town!!!!).
aprendi a pintar com os pigmentos da utrecht (fábrica de tintas do brooklyn)






conheci o metropolitan e sua coleção interminável.
e descobri que a cidade é cheia de caixinhas de surpresa atrás de cada porta despretensiosa que a gente abre.

desde aquele verão me apaixonei pela cidade e tento voltar pra lá todos os anos para ter um pouco mais do gostinho de liberdade e novidade da cidade que nunca dorme ;-)