2009/03/26

vosges haut chocolat


chocolates lindos e gostosos em sua flag boutique no soho, nova iorque.
amei o chocolate com curry, e o com chili, vale muito um pit stop
;-)
aí vai o endereço:
New York – SoHo
132 Spring Street (between Greene & Wooster)
New York, NY 10012
Ring: 212.625.2929
Hours: Daily 11-8

2009/03/24

perugia



perugia, tão lindinha, encravada no meio da umbria e que entrou na minha vida tão por acaso. se minha querida cunhada, carina prenna não morasse lá talvez eu jamais pensasse em incluí-la em meus roteiros de viagens, o que teria sido um enoooooorme desperdício.

uma das principais cidades da umbria, cidade universitária, capital mundial do baccio perugino (o delicioso bombom recheado de avelãs, envolvido em um bilhetinho de amor), perugia é uma cidade antiga fundada pelos etruscos, povo pré-romano.

na loucura que é a italia, podemos ver ainda vestígios dessa civilização que hoje permanece silenciosa e misteriosa, totalmente integrados com construções romanas, medievais, renascentistas, barrocas e contemporâneas. aliás, isso é uma das coisas mais fascinantes nos italianos; a enorme capacidade de deixar o tempo fazer o seu trabalho. deixá-lo registrado em suas casas, ruas e monumentos. o impacto do legado desses povos antigos fica ainda mais evidente quando vemos as pessoas vivendo essas cidades.

01 - carina no poço etrusco
02 - meu amigo giorgio, carina, ? e eu em uma noite inesquecível no irish pub da cidade (fica no centro da cidade antiga)
03 - o grifo, leão com cabeça, patas e asas de águia, símbolo da cidade
04 - cari, e seu autopreparado cosmopolitan, era o drink preferido dela na época
05 - em dias de sol podemos avistar uma série de cidadezinhas nas redondezas
06 - as ruas da cidade

2009/03/23

uma viagem que mudou minha vida I



foi em 2002 que eu realizei um sonho que para mim era gigaaaaante:
estudar arte em nova iorque. cheguei na megalópole em um domingo de verão aparentemente calmo que depois se mostrou fervilhante. com uma mochila (pesada pra caramba) e cheio de sonhos.

a cidade ainda sofria coma ferida aberta de 11 de setembro. por todos os lugares havia homenagens aos mortos do atentado. mas a cidade bombava.


nova iorque tem uma eletricidade difícil de descrever mas que a gente sente no ar. sim, muitos dos clichês são verdadeiros, a pressa, a impessoalidade, a verticalidade, a diversidade, mas mesmo assim são fascinantes.

fiquei um mês estudando na parsons totalmente imerso em desenho e pintura da figura humana. 12 horas por dia. descobri o templo de qualquer artista wannabe a pearl (6 andares de todos os tipos de amteriais para arte no meio de china town!!!!).
aprendi a pintar com os pigmentos da utrecht (fábrica de tintas do brooklyn)






conheci o metropolitan e sua coleção interminável.
e descobri que a cidade é cheia de caixinhas de surpresa atrás de cada porta despretensiosa que a gente abre.

desde aquele verão me apaixonei pela cidade e tento voltar pra lá todos os anos para ter um pouco mais do gostinho de liberdade e novidade da cidade que nunca dorme ;-)

2009/03/22

mil milhos


branco, preto, roxo, laranja, vermelho, amarelo, e tudo isso misturado.
grãos grandes pequenos, arredondados, pontiagudos, triangulares ou quadrados.
existe um tipo de milho para cada dia do ano e cada um tem um uso específico.
o milho gigante é um aperitivo, o preto (é mais doce) faz chicha morada (uma bebida alcoólica feita de milho fermentado).



o milho foi uma das maiores contribuições dos nativos americanos à humanidade desenvolvido em milênios de trabalho árduo e de melhoramento genético. a persistência dos antigos americanos transformou uma minguada gramínea num dos alimentos mais difundidos do mundo.

sem o milho índio não haveria sucrilhos pra ninguém.

2009/03/21

tão bonitinhas...



... e já tão corrompidinhas. a miséria no peru é imensa. o povo é simpático mas já aprendeu a se aproveitar da culpa de mochileiros e turistas de primeiro mundo. já dependem de nossa culpa, dólares e euros.
as menininhas ficaram conversando conosco por um bom tempo, antes de irem embora pedimos pra tirar uam foto. mais velha foi rapidinha e sussurrou pra menorzinha: 'pide propina', nós que criamos os monstrinhos do turismo.
:-(

2009/03/17

o pior refri do mundo



tcharaaaaan! e o troféu pior refri do mundo vai para inca cola, que tive a oportunidade de experimentar em lima, em 2003.




tem cor de xixi, e açúcar suficiente para fazer uma calda (mijo de diabético?!?!?). pouco gás e é mega ultra pumpers enjoativa.



eu que achava que estava de alguma forma me solidarizando com os incas voltei rapidinho para a sempre deliciosa água.

2009/03/16

chinatown, mon amour

fazer compras em chinatown é um mix de sensações. o cheiro das comidas deliciosas se mistura ao fedor de esgoto e aos remédios bizarros.
há uma gritaria na disputa entre os vendedores para que você entre nas lojas, enquanto algumas chinesas de sobretudo sussurram com seu sotaque carregado um quase mantra "dividí, dividí, ddividí, dividí, dvd".
as milhares de lojinhas vendem de tudo: eletrônicos, falsificações, "jóias", bugigangas e tralhas. cada porta pode escoder uma surpresa.
o que mais me chama atenção é a infinidade de animais entre peixes, moluscos e crustáceos que os chineses colocam à disposição de sua clientela.


que tal pato laqueado? lula defumada?


olhar de peixe morto - hummmm, faz sentido


tão vivinhos até o momento da panela


só a perninha!



:-o


ah sim, e tem rãs, não só para os franceses, mon amour.

dean & deluca, soho

um dos meus programa favoritos em nova iorque é ir ao dean & deluca do soho que fica na broadway, pedir alguma das delícias preparadas (tem milhares de muffins e gostosuras afins ou se quiser algo mais light os sushs sao excelente) por lá e comer no balcãozinho assistindo ao movimento das pessoas que passam.

depois do lanchinho é legal atravessar a rua e dar uma passada na prada para conferir as novidades da estação (juuuura que compra lá hihihihihihi).
super new yorker.
;-)


lali atacando um sushizinho

2009/03/11

macchu-picchu não fez a minha cabeça. em compensação...



nossa, foi tanta gente falando da energia magnetizante das ruínas, do seu mistério, da magia do lugar, que quando cheguei lá, sei lá, parece que o que diziam não batia.
sim, as ruínas são lindas, pairando sobre as montanhas e a floresta.
sim, são misteriosas, mas também são apinhadas de turistas e guias, parece que a imagem está gasta de tãaaaao estampada em folhetos turísticos.

...



o que ninguém me falou foi sobre ollantaytambo.
o nome é mais dificil de escrever do que dizer (diz-se oiantaitambo).
ollantaytambo foi a surpresa mágica dos nossos dias peruanos.
a cidade é o ponto aonde todos os mochileiros pegam o trem noturno para águas calientes, última parada antes de macchu picchu.

...


é linda!

...



no período do império inca era um entreposto "alfandegário" por sua localização estratégica, era caminho de muitos caminhos.




lá há muitas ruínas e a própria cidade mantém a planta original inca.
quando fomos, em 2003 havia um restaurante na beira da estrada tocado por um chileno muito simpático, que era a cara do leôncio (sabe a morsa coadjuvante do desenho do pica-pau? igualzinho). lá tomamos a sopa de tomate mais gostosa da viagem enquanto conversávamos com outros mochileiros.

...




o céu mais estrelado da minha vida foi de lá que avistei.
eram tantas estrelas cadentes que quase nem consegui achar tantos desejos em tão pouco tempo.

contrabandista internacional de arte, eu??!?!?


ingenuamente embarcávamos de volta ao brasil depois dos dias em buenos aires, trazendo uma linda e misteriosa pintura. tudo estava transcorrendo na mais perfeita paz até quando fomos barrados no raio-x.
eeeein?
você sabia que é preciso uma autorização do ministério de belas artes da argentina para retirar qualquer antiguidade de lá?
eu não sabia.
fiquei sabendo praticamente na porta do avião.
desembrulhamos a pintura, mostramos a nota fiscal e explicamos que se tratava apenas de um souvenir comprado na manzana de las luces (aonde tem uma das construções mais antigas da cidade, um colégio jesuítico que tem túneis que levam até as margens do rio da prata e [podem ser percorridos com visitas guiadas) em uma feira permanente de antiguidades que tem por lá.
foi bem estressante.
sem o parecer do ministério nao poderíamos levar a pintura.
a essas alturas a fila já estava quilométrica e não eram poucos os curiosos que tentavam saber o que afinal estávamos contrabandeando.

para evitarmos a burocracia optamos por deixar o quadro na argentina.
o que fazer se não tínhamos tempo hábil de voltar à cidade e pegar a autorização para sair com a pintura?

tristes mas decididos abandonamos o nosso troféu à sua sorte e a perplexa fiscal da aduana que agora tinha o problema de o quê fazer com a pintura abandonada para resolver.

estávamos quase com o carimbo no pasaporte quando o fiscal chefe nos cham de volta ao raio x. '- la señora del cuador, por favor.'

voltamos, trocamos algumas idéias com o chefe que em seguida nos liberou para seguir caminho coma nossa aristocrata retratada.
bizarro, né?

felizes embarcamos com a linda argentina e as milhares de dúvidas ao seu respeito de volta ao brasil.
a pintura é um retrato de uma mulher com um olhar decidido e até bem sexy, que segundo quem nos vendeu é da década de 50.

hoje "a misteriosa" mulher da "manzana de las luces" olha desafiadoramente da parede de nossa sala para quem nos visita e ouve as especulações sobrea sua história.

2009/03/10

chincheros e o pôr-do-sol

quando o sol se põe, tenho sempre uma sensação de urgência.
é preciso viver muito, fazer muito, conhecer muito, o quanto antes.
no momento em que ficamos dourados, misturados à cor da paisagem que se prepara para a noite, ficamos infinitamente vulneráveis por instantes. ficamos etéreos. ficamos eternos.
chincheros, nos andes peruanos, é uma pequena vila, famosa pela beleza de seu pôr-do-sol, onde tivemos o privilégio de ver um anoitecer em junho de 2003.
ainda tenho a sensação daquele momento dourado, não sei se era por estarmos mais perto do céu mas me pareceu um tempo quase infinito de felicidade e estranhamento.

2009/03/09

toritos protegem do telhado


uma coisa que nos chamou atenção foi que muitas, ou melhor, quase todas as casas dos camponeses peruanos tem um par de touros de cerâmica na cumeeira do telhado. intrigados com o hábito perguntamos para o povo de lá o que significava. para eles colocar esse par de tourinhos é para trazer boa sorte. ok, então vivan los toros!

2009/03/07

pachamama, a mãe terra


quando os espanhóis chegaram ao reino inca se maravilharam com a complexidade da organização social do império e com sua riqueza.
os incas construiram enormes redes de influências e de comércio interligando os Andes ao oceano pacífico.
arquitetura, agricultura e comércio junto à religião compunham uma cultura rica que levou para sempre segredos que poderiam mudar os rumos da humanidade.

alguns desses segredos conseguiram ser preservados e passados a diante .
os incas tinham respeito e veneração pela natureza, personificada pela divindade "pachamama", a mãe terra - moderrrrno, não?.
a mãe terra estava presente em todos os aspectos da natureza e seu símbolo máximo eram as montanhas dos andes.
...
além de massacrar o povo nativo através da violência física e das doenças, os europeus obviamente fizeram de tudo para acabar com suas crenças.
...
mas como convencer um povo que suas montanhas milenares não eram mais sagradas?
como fazê-los desistir de venerar a mãe terra?
com catecismo e brutais métodos de repressão.
...
o que os missionários não sabiam é que os nativos conseguiriam driblar a imposição do novo culto tornando a virgem maria e a montanha sagrada em uma só figura.
se prestarmos atenção na arte sacra cuzquenha conseguimos perceber no formato do manto da virgem maria a silhueta da montanha.
é a pachamama abençoando os andinos através de todas as religiões a até hoje.

eu vi fetos de lhama


no peru, fetos de lhama são usados para feitiçaria e vendidos nos mercados populares, vide a foto acima. mercado em cuzco, foto de 2003.

2009/03/06

picnics de outono


as folhas começam a cair e o céu fica mais azulado do que nunca. não tá tão quente como no verão e nem insuportavelmente frio com no inverno. voilà! o outono é o tempo certo para picnics.
hoje lembrei de uma viagem que fizemos à paris em 2005. foi em outubro, um outono bem atípico por lá. foi bem mais quente do que geralmente é.
aproveitamos para nos esbaldar nos milhares de parques e praças da cidade.
algumas fotos de nosso picinic no jardim de luxemburgo, o antigo palácio de catarina de médicis, rainha da frança.
simples e delicioso: um queijo, uma baguete e um vinhozinho!
que tal?

2009/03/04

espionagem de moda



sempre que viajo gosto de observar o que as pessoas estão usando e o que está nas vitrines. dessa vez em buenos aires foi um pouco diferente: além de olhar fotografei compulsivamente, feito um japa louco para o desespero da minha pequena jaguatirica.
aí estão algumas imagens da minha "pesquisa".

2009/03/03

nossos amiguinhos felinos, love them all! buenos aires V



sim, por onde vamos sempre temos companheirinhos felinos para deixar a nossa viagem mais querida
aaahn (que meigo!)
fiz uma seleção de imagens de gatuchos de algumas viagens!
;-)
- um solitário gatinho cinza na chuva, no caminito em buenos aires, 2005
- numa madrugada tivemos uma visita inesperada em nosso moquifento hotel de cuzco no peru - 2003
- bóris, nosso ronronante e rechonchudo companheiro nessa ida mais recente a buenos aires
- junto aos seus donos, selena uma das três gatuchas de petrúcia e rodrigo de bunda pra cima
- um gatito gris dormindo em uma vitrine em bs as, alheio a todo mundo que o observava e dando testemunho vivencial do conforto do sofá.

2009/03/02

liniers macanudo em ação - buenos aires III


os programas mais despretensiosos são sempre os mais legais. somos pegos de surpresa pela legalzice.
e assim foi com a vernissage que fomos num sábado nublado, 20 de fevereiro em palermo.
a nossa querida amiga leca menetrier, que vive em buenos aires, sugeriu que nos encontrássemos em uma galeria aonde estavam sendo expostos algumas tirinhas de quadrinistas locais.
chegamos lá e damos de cara com o liniers macanudo, que tem uma tirinha diária no 'la nación' e um fotolog e blog supermassa.
os artistas estavam pintando murais na fachada da galeria e nós podíamos observar tomando uma ceva.
;-)

ei! pra conhecer o trabalho do liniers

liniers macanudo
http://www.fotolog.com/liniers_macanudo/

creme brulé + pastis em nova iorque + amigos de sempre




ontem jantamos na casa da cacá e sérgio, lali eu e tati.




o sergito se puxou preparando um cordeiro ma-ra-vi-lho-so acompanhado por um tubérculo inca que esqueci o nome mas não o sabor (se uqiser saber o nome, a receita e muito mais info sobre esse delicioso alimento da cordilheira andina entre no blog do meu querido chef sergio ludke), um arroz sensacional e de sobremesa creme brule, feito pela querida chinesa, com direito a casquinha cocante, receita francesa, maçarico alemão e o meu apetite de ogro - comi tres vezes!
o creme bruletava tao delicioso que me fez lembrar do mais incrível creme brule que provei.





foi em 2008 no pastis, um simpatico restaurante do meat packing district, em nova iorque,
quem tiver a oportunidade de passar por lá, vale muito a pena!




- pastis
http://www.pastisny.com/
9 9th Ave
New York, NY 10014, United States
+1 212-929-4844

2009/03/01

chances imperdíveis de utilizar um idioma - buenos aires IV


quando aprendemos um novo idioma existem frases que sempre utilizamos, frases que somos preparados para usar e que esperamos em algum momento aplicar.
- oi sou o fulano
- aonde fica o banheiro?
- estou com sede
- estou com fome
- onde é o museu?
- de onde você é?

por isso quando estávamos no bar seis, comendo e conversando e fiquei cobiçando muito a comida que foi servida na mesa ao lado nao pude perder a oportunidade, na hora que chamei a garçonete de estufar o peito e dizer:




"YO QUIERO LO MISMO QUE LAS JAPONESAS!"